Falcão-robô espanta aves no Aeroporto Tom Jobim
 
 
 
Marcelo Fernandes, Jornal do Brasil
 

RIO DE JANEIRO - A Infraero, órgão que administra 67 aeroportos em todo o Brasil teve uma ideia inusitada para afugentar os pássaros que atrapalham os voos que decolam do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Uma falcão-robô, construído por uma empresa italiana, está sendo usado para afugentar as aves que põem em risco as aeronaves.

O aparelho, um aeromodelo que ainda está em período de testes e foi camuflado com uma aparência semelhante à ave de rapina, foi construído por uma empresa ítalo-espanhola, e será controlado por funcionários do aeroporto por um controle-remoto. O aparato já teria conseguido diminuir a presença de aves na pista. De acordo com o órgão federal, ele já é utilizado com sucesso em aeroportos do mundo inteiro, especialmente nos Estados Unidos, em Israel e no Peru.

Os testes começaram no último dia 5 deste mês, com previsão de duração de 15 dias. Os valores gastos não foram informados pela Infraero, que informou que, por ser uma tecnologia cuja eficiência está sendo testada, não é possível estabelecer custos. Para o coordenador de Salvamento e Combate a Incêndios do Aeroporto Internacional, Luis Eneas, o objetivo dos os testes é avaliar se o robô consegue direcionar as outras aves para longe da área do Galeão.

– A presença do falcão, que é um animal predador, indicaria para os outros pássaros que aquela é uma área perigosa, por isso eles tendem a manter distância – explica Eneas. O acompanhamento dos testes é feito por um ornitólogo, que avalia eventuais danos aos urubus e quero-queros que habitam o local.

Colisões

A colisão de pássaros com aeronaves pode causar desde pequenos danos à fuselagem até a quebra de equipamentos essenciais, como turbinas. Os acidentes entre aviões e pássaros aumentaram 40,5% nos últimos dois anos. Em 2008, foram 659 colisões envolvendo aves, conforme relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), enquanto no ano passado, foram registradas 926. Em janeiro e fevereiro de 2010, foram quatro ocorrências relacionadas com pássaros.

De acordo com o empresário Vincenzo Giorgi, um dos sócios da empresa White Flight, responsável pela engenhoca, a camuflagem do aeromodelo como predador contribui para afugentar as outras aves da região, e com os rasantes, mostrar a elas “quem manda no pedaço”. – Ele pode atingir 50 km/h, e subir a até 300 m de altura. Temos absoluta confiança na nossa tecnologia, e tínhamos certeza que poderíamos resolver o problema da quantidade de pássaros nos arredores da Ilha do Governador – garante o empresário, um italiano que reside há 30 anos no país.

 
Fonte: Jornal do Brasil
 
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