Provas sobre o campo do sistema de afastamento de aves
 
“Falcão Robô GBRS” - Aeroporto Internacional Antonio C. Jobim - Rio de Janeiro
 
 

O aeroporto ocupa uma área de 14km e fica limitado aos setores Norte, Sul e Oeste, pela Baía de Guanabara, e ao setor Leste, pelos bairros Moneró, Guarabu, Galeão, Jardim Guanabara e Dendê. A principal via de acesso à ilha é uma ponte que a liga ao continente e dá acesso à Linha Vermelha e à Av. Brasil.

Devido às características físicas do Aeroporto Tom Jobim é possível a operação de todo o tipo de tráfego. Pode-se identificar a operação de aeronaves civis e militares, de transporte aéreo regular e da aviação geral, em voos domésticos ou internacionais.

 
 

As provas conduzidas no período 05/03/2010 -20/03/2010 junto à pista de pouso do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, em diferentes áreas do mesmo: cabeceira 10 (sempre), 28 (uma vez), 15 (duas vezes), têm produzido  resultados relevantes nos confrontos de espécie presentes e que resultam potencialmente perigosas para o tráfego aéreo.

As provas foram conduzidas no campo com autorização da TW (Torre de Controle)Falcão Robô, atuando em protocolos extemporâneos de voo segundo as espécies a serem afastadas, para observar melhor as modalidades reativas. Ia-se pelo ataque direto ao bando em voo até ao simples patrulhamento em quota ( patrolling).

Por todas as provas atuadas, aproximadamente 35 , distribuídas em 15 dias, nos horários das 13h 30min às 16h 30min aproximadamente, foram extraídos dos tempos médios de reação, ou seja, os intervalos de tempo intercorrentes  entre o lançamento em voo do “Falcão Robô GBRS” ( tempo 0 ) e a fuga das aves objetivo ( reaction time : RT ).

É bom ressaltar que as provas sobre o campo foram atuadas de princípio a nível de orientação e foram limitadas por uma ausência de protocolo bem estruturada ( que se poderá estabelecer no futuro ) e pela brevidade das ações atuadas (torre de controle).

As aves voadoras com as quais se deve confrontar na área de aeroporto  apresentam características ecológicas e etológicas diferentes e escolhem a pista de pouso do Aeroporto “Antônio C. Jobim “ por motivações diferentes.

Citamos a seguir, os tempos médios de reação e fuga, obtidos pelas aves presentes, que, para facilitar agrupamos por famílias.

CATHARTIDAE
( es. Coragyps atratus)
FALCONIDAE
( es. Caracara plancus )
ARDEIDAE
( es. Ardea alba, Bubulcus ibis )
CHARADRIDAE
( es. Vanellus chilensis )
Tempo: RT 27”63’’’   RT 7”06’’’ RT 9’’33’’ RT 8’’05’’’
       
 
HIRUNDINIDAE
( es. Hirundo pyrrhonota )
FREGATIDAE
( es. Fregata magnificens )
PHALACROCORACIDAE
( es. P. Brasilianus)
 
RT 14’’11’’’ RT  15’’38’’’ RT 5’’00’’’  
 
 

Tais tempos são compreendidos como resultante de uma ação tática, portanto breve no tempo e direta no objetivo, que pode ser consolidada se não melhorada com um protocolo de ação continuativo e integrado numa ação de controle mais ampla.

Todavia é importante observar que com o “Falcão Robô GBRS” se pode obter uma limpeza dos corredores aéreos em breve tempo, sobre longas distâncias, e a pedido da TW (Torre de Controle) como aconteceu no Aeroporto do Galeão (2 vezes a pista foi fechada por causa de muitas aves) na cabeceira (15), muitos urubus e cabeceira (28) aquecimento no mar com muitas Fragatas , ambas as vezes foi liberada a área.

Deduz-se também com exerção dos primeiros dias, do 5º dia e por toda a duração da operação Falcão Robô na área notou-se que diariamente diminuía a presença de aves e que cada dia no fim do nosso trabalho a área estava sempre livre da presença das mesmas.

CONCLUSÃO GERAL

O “Falcão Robô GBRS” apresenta-se portanto indubitavelmente como um sistema inovador e eficaz no campo da prevenção contra o risco de “bird strike” nos aeroportos. Além de uma clara eficácia tática e imediata (o afastamento), as aves voadoras tendem a não retornar à zona. Além disso evidenciou-se, mesmo que no breve período dos testes, que a ação de patrulhamento quotidiano reduz consideravelmente as presenças de aves voadoras na área.

É portanto racional pensar que um difuso uso operacional do “Falcão Robô” , também em contextos ambientais diferentes e às presas com mais espécies de aves, confirmará este efeito estratégico.

Como é evidente, tal última afirmação permitiria considerar o Falcão Robô como um verdadeiro e próprio sistema de prevenção.
 
 
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