Voo Solo
 
Empresa chefiada por italianos traz para o Brasil sistema que pode diminuir o risco de colisões entre aeronaves e aves
 
Por Silvia Souza
 

Pintado como um falcão peregrino, o robô engana quem o observa. Com menosde um quilo, 66 centímetros de comprimento e 1,66 metro de envergadura, o aparelho imita perfeitamente a ave de rapina afastando pássaros e aves que sobrevoam a rota das aeronaves. Podendo voar a uma velocidadede 150 quilômetros por hora e com um alcance de 3 quilômetros,o instrumento, já utilizado na Itália, pode ser útil para os aeroportos brasileiros contra garças, cararás, urubus, fragatas e quero-queros.

Testado no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), o falcão robô chegou ao Brasil por meio da White Flight Serviços, empresa brasileira chefiada por dois italianos e com sede em Natal (RN). A tecnologia está sendo avaliada pela Infraero, responsável por 67 aeroportos no território nacional. Segundo o órgão, a intenção é reduzir o número de acidentes entre aviões e pássaros que, nos últimos dois anos, aumentaram 40,5%. Em 2008, foram 659 colisões envolvendo aves, conforme relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), enquanto no ano passado, foram registradas 926. Nos dois primeiros meses de 2010, quatro registros estavam relacionados a pássaros.

De acordo com um levantamento feito pela Infraero, o Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Natal, foi o local que registrou a maior incidência desse tipo de colisões, entre 2003 e 2006. A média foi de 12,75 choques entre aeronaves e pássaros em cada 10 mil pousos e decolagens. Em 2008, o local foi o terceiro em número de acidentes, com 25 colisões em 18.755 pousos e decolagens.

O sistema de afastamento de aves denominado Falcão Robô GBRS parte do medo inato que as aves apresentam nos confrontos com alguns predadores naturais. O falcão imita a espécie Accipiter gentilis gentilis. Testes com estímulos de tipo artificial (sirenes,luzes, ondas sonoras, fogos deartifício) não tiveram o mesmoêxito. O aparelho, que funciona por controle remoto, pode “atacar” diretamente e à longa distância as aves que estejam no espaço aéreo. A armação do robô é feita de Kevlar/Carbono, o mesmo material usado para construir um carro Ferrari.

Na Europa, além da Itália, o sistema está em uso na Espanha. Também foi testado em outras nações da América com previsãode implantação na Colômbia e no Chile, no início do segundo semestre, e nos Estados Unidos, até o fim  de 2010. No Peru, os operadores do falcão estão em fase de treinamento.

No aeroporto do Rio de Janeiro, foram 10 dias de testes.O projeto tem a coordenação da Gerência de Segurança Operacionale da Coordenação de Salvamento e Combate a Incêndios do Galeão, e conta com o apoio da Coordenação de Meio Ambiente da Regional do Rio de Janeiro.

No aeroporto do Rio de Janeiro, foram 10 dias de testes. O projeto tem a coordenação da Gerência de Segurança Operacional e da Coordenação de Salvamento e Combate a Incêndios doGaleão, e conta com o apoio daCoordenação de Meio Ambiente da Regional do Rio de Janeiro.

Assim que iniciou suas operações no Brasil, em abril de 2009, a WF Serviços – que escolheu se fixar em Natal para estar mais perto da Europa -, ofereceu uma demonstração do aparelho em Brasília. A mesma tecnologia também foi testada em aterros sanitários de São Paulo. Isso porque além de atuar em aeroportos, a empresa atende ao setorde agricultura, portos, centraiselétricas, térmicas, eólicase solares.

— Para cada tipo de local e demanda temos protocolos de voos com robôs específicos. Mas não estão previstos novos testesem aeroportos. No mês passado,entregamos o relatório referenteao que analisamos no Rio de Janeiro à Infraero e enquanto aguardamos a decisão da empresa,seguimos defi nindo contratos com outros setores — explica o administrador da WF Serviços,Renzo Fazioli.

— Em qualquer caso, se avaliarmos a relação custo e benefício, a Infraero sairá ganhando. Basta pensarmos na economia degastos com seguro e restauraçãodos aviões. Para o caso do Galeão,observamos a necessidade de uso de dois falcões já que o trabalho seria simultâneo em duas cabeceiras e também para evitar algum desfalque por problema técnico — afirma Fazioli, sem revelar o valor da máquina que tem previsão para ser produzida noBrasil a partir do fim do ano.

 
Fonte: Comunità Italiana
 
 
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